Nova Escola de Marketing

Tendências de Marketing 2014 no Brasil

O que vai afetar o comportamento do consumidor em 2014? E principalmente, quanto o comportamento do consumidor acostumado às novas tecnologias e facilidades vai ser capaz de afetar o modo como as empresas produzem marketing? Afinal, o poder de comunicação mudou de lado: está completamente com os consumidores.

E as tendências que se consolidaram em 2013 e que prometem movimentar o mercado e marketing em busca de inovações e mais participação no “share of time” do consumidor são um reflexo desse poder.

Confira algumas tendências que já deram as caras timidamente e em 2014 devem ser o centro das estratégias de marketing. Talvez essa lista funcione menos como tendência e mais como regra para não ficar para trás.

– Mobile Marketing

Não é mais novidade, mas mesmo assim a maioria das empresas não implantou em seu site o design responsivo, quanto mais ações que aproveitam o dinamismo e potencial do mercado mobile.

O Brasil é o quarto país do mundo em smartphones, cerca de 30% de todos os celulares vendidos em 2013 é um deles. Nos Estados Unidos, o comércio mobile já representa 50% das vendas. Imagine esse potencial para o Brasil.

Em 2014, o canal mobile deverá ser estratégico na comunicação com os clientes de todas as formas. Redes sociais, e-mails, compras, vídeos, tudo no celular, na rua, na fila do banco, na cama, em qualquer lugar.

E as pessoas são viciadas em seus smartphones. As empresas precisam encontrar formas de se relacionar com os consumidores nessa plataforma. Uma pessoa checa seu smartphone a cada 3 minutos. Nesse contexto, não valem só as ofertas e publicidade, mas ações de marketing de conteúdo que não interrompem a experiência do usuário com seu celular e acrescentam valor.

Conteúdo

Publicação de conteúdos ganhou muita importância nos últimos tempos e subindo. Em parte devido às mudanças do Google, que passou a privilegiar ainda mais a experiência do usuário na rede, procurando trazer resultados de qualidade à pesquisa. Isso significa que foram punidos sites que faziam troca de links sem oferecer bom conteúdo ao usuário, assim como os conteúdos duplicados e textos com muitas palavras-chave, mas sem nada a oferecer. Ou seja, sai na frente na busca orgânica do Google o site que tiver bom conteúdo a oferecer, responder à pergunta que o usuário digitou quando chegou a esse resultado.

Essa mudança significa que todos os sites que quiserem destaque precisam investir em conteúdo. Foram mudanças no algoritmo do Google (Hummingbird) e no fornecimento dos relatórios das ferramentas do buscador que legitimaram o que já era uma realidade para o usuário: a busca de resultados relevantes. Mudou a maneira de fazer SEO, mudou a maneira de conceber sites, mudou a maneira de tratar o consumidor.

Mas não foi somente por causa do Google. Os usuários motivaram a mudança porque estão ávidos por conteúdo de seu interesse e cansados de ser interrompidos por propagandas cansativas, repetidas e que não acrescentam nada à suas vidas. Consumidores estão se tornando experts em ignorar a publicidade tradicional: mudam de canal, saem da sala, trocam de estação, não olham para o banner, pulam a propaganda antes do vídeo, clicam em outro site. Por isso as formas de comunicação que priorizam conteúdo de qualidade cresceram muito e são regra a partir de agora.

A tendência de 2014 é ampliar essa estratégia, não somente com mídias sociais, mas superando essa plataforma, oferecendo mais palestras, estudos de caso, webinars, eventos, etc.

A tendência é que a indústria lidere o caminho da produção de conteúdo e não mais os veículos tradicionais de mídia.

– Personalização do Conteúdo e Experiência do Usuário

Conteúdo sozinho, como já dito, não é mais tendência, é regra. A tendência agora é um conteúdo cada vez mais personalizado, ou seja, direcionado para o consumidor especificamente. Isso significa utilizar informações como histórico de compras e acessos dos usuários, utilizando o máximo potencial do big data (que vai aumentar e ter o gerenciamento melhorado) para captar o comportamento do consumidor, para oferecer uma experiência personalizada.

Isso significa que a produção de microconteúdos mais pessoais tende a crescer. Tentar falar com todos não dá mais certo. Mais uma vez, marketing de conteúdo é a estratégia principal.

Publicidade social

Se até agora foi possível para muitas marcas conquistarem uma base de fãs somente com alcance orgânico e esforço de conteúdo, a partir de 2014 ficará mais difícil. Esse ano promete ser o ano em que investimentos em dinheiro irão aumentar, tanto com campanhas, como em postagens patrocinadas nas mídias sociais.

O Facebook, que é a rede mais utilizada, já reduziu o alcance das páginas.

O patrocínio de histórias e posts é o que mais vai crescer, devido a dois motivos: mudanças das próprias redes sociais e tendência dos consumidores a preferirem histórias a propagandas (e por isso dá mais resultado).  Nesse contexto, posts patrocinados com histórias e novas formas de publicidade (como anúncios nativos que não se parecem com anúncios) na rede vão crescer em detrimento de banners.

 – Fim da polarização ON + OFF

Profissionais e empresas vão parar de encarar online e offline como coisas opostas. O ideal é casar as plataformas para um melhor resultado. No melhor cenário, transmídia, que é um conceito que algumas marcas já aprenderam em 2013, mas poucas utilizaram de verdade no Brasil.

A utilização de duas telas (televisão +notebook/notebook+celular, etc.) já é uma realidade para os brasileiros. Não existe mais rivalidade, existe convergir as duas estratégias para potencializar resultados. A equipe de mídias sociais precisa estar integrada com a assessoria de imprensa, com o SAC e com o departamento de publicidade se quiser utilizar os canais da melhor forma possível. Cada vez mais o consumidor não se importa de onde e de quem vem a informação, mas foca na experiência.

– Marketing Esportivo

Ano de Copa no Brasil e as empresas vão intensificar suas campanhas relacionadas ao contexto do esporte. No entanto, é raro ver campanhas criativas de verdade e que não sejam do tipo interrompendo a experiência do consumidor.

São marcas tentando desesperadamente se relacionar, porém com pouca criatividade. Sai na frente a marca que oferecer para seu consumidor mais do que vídeos engraçadinhos e estímulo à rivalidade, mas informação e entretenimento tão bons que ele busque por conta própria.

Qual vai ser a inovação implantada por sua marca esse ano?

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