Nova Escola de Marketing

20 Dicas para Criar Conteúdo de Qualidade para seu Site

Por: Alex Moraes

Inclua as dicas abaixo no seu checklist de criação de conteúdo

Você já sabe da importância de produzir conteúdo de interesse, se pretende atrair novos visitantes ou fazer os antigos retornarem constantemente ao seu site. É desnecessário, também, listar a importância do conteúdo para cada estratégia de marketing digital. Se você ainda não está convencido, aceite, conteúdo original e de qualidade é o que de mais importante você pode oferecer em um site.

A internet é um meio mais permissivo e você deve adaptar sua mensagem a quem a lê, mas não descuide do Português, principalmente em textos corporativos, de venda ou quando se deseja estabelecer-se como autoridade em um assunto.

Escrever não é simples, mas há formas de facilitar esse trabalho. Você não precisa produzir o texto final, pode apenas listar tópicos do que deseja desenvolver, mas, mesmo que você contrate um profissional para escrever os textos finais de seu site, é importante que ele siga essas diretrizes. Algumas informam como escolher o assunto, outras da postura e outras de onde buscar ideias, mas todas concorrem para um bom resultado final.

O mais importante é desenvolver o seu método, descobrir o que funciona para você quando for criar o seu blog.

Estas dicas funcionam para mim e já tive a oportunidade de comprovar que valem também para outras pessoas. O mais importante é você desenvolver o seu método, descobrir o que funciona para você. Outra restrição, estas ideias valem para textos de blogs ou sites, o chamado webwriting. Vamos a elas:

1 – Liste suas ideias em tópicos, descompromissadamente. Anote tudo, mesmo o que parecer inicialmente irrelevante, pois, depois de desenvolvido, esse tópico pode até acabar sendo o mais importante do produto final.

2 – A segunda é um complemento da primeira. Mantenha sempre à mão um gravador (seja do telefone, notebook, o que for). Se não tiver um, mantenha um bloco de anotações e caneta por perto, ou no bolso. Boas ideias costumam vir quando você não pode anotar. Lembre-se que verdadeiros empreendedores têm ideias até dormindo…

3 – Na hora de escrever, afaste-se do computador (ou pelo menos dos emails) e da televisão. Evite distrações que possam “apagar” uma boa ideia.

4 – Escolha um lado, tenha um posicionamento, arrisque-se, permita-se. Não estou dizendo para ser intolerante ou preconceituoso. Leitores preferem ler conteúdo de pessoas com atitude. Lula ou FHC, Joaquim Barbosa ou Lewandowski, de que lado você está? Refiro-me a não ficar em cima do muro, o que é diferente de ter opiniões extremadas. A apatia normalmente tem pouco poder de atração. Agora, independente de sua escolha, pesquise, justifique, embase, respalde sua opinião.

5 – Inove, esqueça regras ou padrões. Isso é bem diferente da dica 4. A referência aqui é, se for o caso, se dispor a ter um ponto de vista diferente do padrão ou da maioria. É necessário, novamente, ter argumento para esse comportamento discrepante, senão, pode vir a pecha de desinformado.

6 – Desenvolva seu método. Não interessa se todos consideram seus métodos caóticos (percebeu um lamento pessoal?). Cada um produz de um jeito. Porém, não tente fazer com que os outros se adaptem ao seu caos particular. Se você trabalha em grupo, é importante se enquadrar, mas nada que impeça que seu caos pessoal prevaleça na hora de criar, logicamente, se isso funciona para você.

7 – Evite a paralisia da análise. A menos que você seja um filósofo, cuidado! Você pode gastar tanto tempo vendo todos os ângulos de um assunto, buscando informações e estudando o contraditório que acaba não conseguindo sair desse processo e efetivamente produzir. Temas muito complexos ou mais sensíveis tendem a nos colocar nessa dificuldade. Crie rotinas que o(a) livrem dessa situação.

8 – Limite o tempo para escrever algo. Na internet, 24 horas dão a sensação de um mês. Se você demorar mais de 24 horas para terminar um artigo, é provável que ele não precise ser escrito. Se começar, acabe, se não acabar, esqueça, não era para ser. Note que isso vale para posts, artigos e não para livros ou trabalhos mais elaborados.

9 – Se perceber que não é um dia bom para escrever, não insista. Use seu tempo para listar ideias ou ler mais sobre o assunto. É difícil você conseguir aprimorar alguns dias depois o que começou a escrever lá atrás. Normalmente esse procedimento faz você entrar em loop e ficar reescrevendo a mesma coisa, sem conseguir expor as coisas da forma que deseja.

10 – Discuta com pessoas positivas. Mostre suas ideias. Peça opiniões. Evite os negativistas de plantão que acham tudo ruim ou uma perda de tempo, mas também evite os muito bonzinhos. É melhor uma crítica ácida que lhe economiza o tempo de escrever algo dispensável, do que apoio para escrever um texto inútil.

11 – Leia revistas do assunto sobre o qual você deseja escrever. Se souber inglês, acesse fontes estrangeiras também. Procure algo corrente, atual. Por mais que você domine um assunto, informe-se sempre mais, para ter segurança ao escrever.

12 – Reescreva, repagine, altere, transforme, mas não copie. Duplicidade de conteúdo é procedimento punido até pelas buscas e por um bom motivo. Nada diz mais “sou incompetente” do que spam e conteúdo copiado. Nada ilegal ou imoral em se basear no conteúdo de alguém para criar a sua versão, mas copiar ou só “trocar seis por meia dúzia” é deprimente.

13 – Em contrapartida à dica 12, vale uma ótima frase que ouvi de um profissional de marketing canadense, Corey Rudl: “É melhor copiar sucesso do que criar mediocridade”. Esse “copiar”, aqui, é no sentido de seguir um modelo bem sucedido e inová-lo, melhorá-lo, mas não de o repetir. Pode até ser que a frase não seja dele, mas se enquadraria em sucesso copiado. Você já reparou que o Google praticamente não criou nada do zero? As buscas, links patrocinados, mapas, compartilhamento de fotos, de vídeos e tantos outros negócios do Google não são invenções da empresa. Ao mesmo tempo, você conhece quem faça tudo isso melhor que eles? Estude boas ideias e pense como melhorá-las.

14 – Compre conteúdo, principalmente em outra língua. Isso porque conteúdo comprado em Português tem que ser original ou totalmente repaginado, para evitar a punição por duplicidade das buscas. A maioria dos artigos da MarketingDigital são de meu próprio desenvolvimento, mas compramos algum conteúdo de um parceiro americano, a Search Engine News (área de conteúdo pago). Acompanho o trabalho dessa empresa há mais de 12 anos, gosto do que escrevem e nossos pontos de vista são próximos. Entrei em contato com a empresa, fizemos um acerto financeiro, um contrato e minha empresa tem o direito de traduzir alguns livros e vários artigos desse parceiro para o Português. É simples e razoavelmente em conta. Três cuidados são primordiais na compra de conteúdo em outra língua:

  • Primeiro, licencie conteúdo na mesma linha do que você produziria.
  • Segundo; traduza, localize e adapte os textos. Traduzir significa passar para o Português; localizar significa aculturar o conteúdo – trazê-lo para a realidade cultural de seu país – com exemplos e peculiaridades próprios e, adaptar diz respeito a extrair o que não cabe e incluir o que for necessário para que o conteúdo seja aplicável ao Brasil.
  • Por último, cite a fonte. Por mais que você tenha os direitos, o criador do conteúdo é o produtor original. Por exemplo, nos textos que compramos sempre informamos: Artigo original publicado por nossa parceira, o nome do escritor, caso haja, e traduzido, localizado e adaptado por xxx.

15- Peça ajuda nas redes sociais e colabore com quem pede ajuda. Pergunte, também, sobre o que querem que você escreva ou peça para votarem ou escolherem entre alguns tópicos. Leia com extrema atenção os comentários, você vai se surpreender com o número de boas ideias, dicas e correções que você pode extrair deles. Esses relacionamentos são sempre positivos.

16 – Aceite o contraditório. Parta do princípio que você nunca vai agradar a todos e que isso é normal. Alguns temas vão gerar muita controvérsia e algumas pessoas se perdem numa discussão, ficando mais exaltadas que o necessário. Ao mesmo tempo, aprenda e definir que discussões valem a pena e quais significam perda de tempo. Nelson Rodrigues foi muito feliz ao dizer que toda unanimidade é burra. Boas discussões só engrandecem o conhecimento.

17 – Você aprenderá mais com os erros do que com os acertos. Errou? Volte atrás, corrija-se e até se desculpe, se for o caso. Um mea culpa pode ter tanto retorno quanto um bom texto. Analise o erro e não descanse até entender o que o causou. Aprenda e não faça de novo. Afinal, insistir no erro…

18 – Se você tem que contratar conteudistas, faça-os compreender que reportagens são uma coisa, textos publicitários são outra e posts/artigos para a web são uma terceira coisa, ainda mais diferente. Sem nenhuma intenção de desmerecer jornalistas ou publicitários – afinal trabalhamos com jornalistas e somos uma agência de publicidade – é importante explicitar que textos para a internet têm características que muitas vezes vão de encontro ao aprendizado formal dos cursos de Jornalismo ou Publicidade. É só uma questão de se enquadrar ao meio, principalmente quanto à próxima dica.

19 – Textos para internet são tão peculiares que um termo já foi criado para eles, webwriting. Todo texto de internet é uma venda. Você pode vender uma ideia, um argumento ou contra argumento, um posicionamento, um produto ou um serviço. Você pode dizer que isso é sempre assim. Acontece que você tem duas ou três opções de jornais locais, cinco telejornais, cinco anúncios nos intervalos televisivos ou banners em um site e eles, amanhã, estarão lá de novo. Em contrapartida, há centenas de milhões de páginas de internet e só alguns segundos de chance para atrair a atenção do novo visitante. Atraído, você tem que o encantar, sob pena de nunca mais o ver. Seu título vende a leitura do seu texto, seu texto completo vende a leitura de outros textos e a leitura de vários textos vende um eventual retorno ao seu site. Esse retorno, caso se torne constante, pode vender credibilidade, que pode vender um produto ou serviço lá na frente. Jornalistas não são treinados para vender e publicitários tendem a usar frases de impacto e técnicas como sugestões, endorsement, branding e outras que nem sempre funcionam na internet. O escritor que não perceber as peculiaridades do webwriting terá muita dificuldade para se estabelecer na internet.

20 – A última dica é só aparentemente lógica, mas é um ponto chave para qualquer conteudista. Escreva. Você só vai escrever melhor escrevendo muito. Comece agora, mas tente terminar hoje…

No fim, é o conteúdo de seu blog ou site que vai determinar seu sucesso. Não economize tempo ou cuidado na hora de produzir seus textos.

E você, o que acha? Se gostou, por favor comente e compartilhe! Não gostou? Discuta e ajude-nos a aprimorar nosso trabalho.

Publicado originalmente aqui.

Rafael Rez

Autor do livro "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI". Possui MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013. Fundador da consultoria de marketing digital Web Estratégica. Além de Empreendedor e Consultor, é Professor de Pós e MBA em diversas instituições de ponta. Em 2016 fundou a Nova Escola de Marketing.

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