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9 etapas para a criação de um vídeo de sucesso

9 etapas para a criação de um vídeo de sucesso

Você começa errado todos os seus vídeos para YouTube?

por Camilo Coutinho, estrategista digital especialista em vídeos e youtube, fundador da Double Play Media e criador do canal Play de Prata. Foi escolhido pelo YouPix como uma das 30 pessoas mais influentes no digital.

Se você começa a gravar seus vídeos apertando o botão rec da câmera, você faz parte da esmagadora maioria que começa a fazer vídeos da maneira mais complicada possível.

Desde que comecei a criar vídeos – tanto para TV como para a internet – o que mais me chamava a atenção era o número de pessoas que perdiam seu tempo gravando e regravando e regravando.. e tudo isso porque o vídeo não ficou bom.

Isso sem contar as pessoas que jogaram seus vídeos fora ou deletaram do computador por perceber que o vídeo não ia para lugar nenhum ou que haviam tantos assuntos picotados que não formavam um vídeo, não completavam a ideia e eram diferentes da ideia principal

Em 2016, o jornal Sunday Times entrevistou 3.000 americanos para fazer a famosa pergunta: Qual o seu maior medo na vida? e já não é a primeira vez que o medo de morrer não chega no top3, assim como medo de falar em públido continua firme e forte na primeira posição.

Esse estudo valida – e torna compreensível pelo menos para mim – o medo, insegurança e estado de tontura que muitas pessoas ficam ao gravar um vídeo, que elas sabem que será publicado em algum meio de comunicação.

O vídeo é quase como falar em público, mas o público está dentro da lente da câmera e se espalha em tantos lugares, que talvez nem chegue o saneamento básico, mas que com certeza existe um sinal de internet para se conectar.

Eu acredito fortemente que o medo de falar em público está diretamente ligado a falta de prática e estudo do modelo funcionamento de um vídeo. Você teve aula de português na escola, mas não teve aula de vídeo, o que faz com que você talvez escreva ótimos textões no facebook, mas seja muito inseguro para gravar um vídeo.

Um texto pode ser feito sozinho, uma boa foto em sua maioria das vezes também, mas para se fazer um vídeo sozinho, é preciso se desdobrar em no mínimo 4 (cameraman, audio, produtor e apresentador).

O grande problema é que o vídeo é um tipo de conteúdo em que é preciso um pré-processo bem feito, para que no momento da gravação tudo saia perfeito, do jeito que foi escrito no roteiro, e não se perca horas e horas gaguejando em frente a câmera.

São 94 milhões de brasileiros conectados no YouTube, dentre os quais em média 9% são curadores de conteúdo – replicando conteúdo de terceiros – e 1% e 1,5% são criadores de conteúdo para a plataforma, seja sobre seus canais ou como marcas.

Todos esses números de audiência são extremamente sedutores para quem tem um negócio ou uma ideia na cabeça, e deseja atingir uma grande audiência com seu produto, serviço ou simplesmente buscando a fama.

A realidade que encontro é bem diferente dessa que citei. Em quase 90% das minhas consultorias para marcas e criadores, encontro pessoas que estão testando possibilidades e que em sua maioria não tem total entendimento de como alcançou determinado número de inscritos ou determinado objetivo.

As coisas foram acontecendo para esses canais – pessoas e de marcas -, de uma maneira que eles não estavam preparados ou mesmo não se dava conta sobre o que estavam fazendo.

Dificilmente esse crescimento foi mensurado, e por essa razão pode trazer a ilusão que para se fazer sucesso, basta uma câmera na mão, uma banheira com nutella, e muitos gritos para câmera, que depois se arruma na edição do vídeo.

Na prática, a realidade é outra. Você até pode usar aquela sua câmera super tecnológica com um estabilizador integrado para não chacoalhar a imagem, e fazer um vídeo. Mas o que eu busco – e 100% dos meus clientes também – é ir além de imagens bonitas em movimento. O que buscamos é atingir os objetivos de negócios desse vídeo.

Os processos internos que criei para não perdermos tempo – e nem dinheiro – no set de filmagem ou criando um orçamento abaixo do necessário, hoje fazem o diferencial do nosso vídeo, antes mesmo de começarmos a gravar ou procurar estúdio para nossos clientes.

Será através de checklists, planilhas ou aplicativos de organização, o ponto principal para o sucesso do seu vídeo é pensa nele como uma estratégia de conquista do seu futuro cliente.

Os vídeos são vendedores perpétuos e se você faz um vídeo mal feito, ele é um vídeo mal feito que está exposto 24 horas por dia no mundo todo, o que também se repete para um vídeo bem planejado e com direcionamentos bem definidos de ação (call to actions).

Hoje eu uso 9 etapas para a criação de um vídeo, seja para o meu canal ou dos clientes que procuram minha empresa para fazer a estratégia de vídeos de seus produtos e serviços. Vale lembrar que essa é uma metodologia que contém outros processos internos em cada ponto, mas que se seguida a risca, tem grandes chances de fazerem o seu conteúdo ir além.

9 etapas para a criação de um vídeo de sucesso

  1. Busca

O assunto de um vídeo já não sai 100% da cabeça do seu criador faz muito tempo. Hoje em dia, um vídeo para figurar entre os mais vistos ou mesmo para cativar o seu público, deve ser encontrável e principalmente solucionar um problema da audiência. E para isso é de extrema importância que se pense onde começa e como são feitas as buscas para esse conteúdo.

  1. Roteiro

A estrutura do roteiro mudou. das vinhetas de 50 segundos para os carimbos de logotipo que só “carimbam” a marca na tela, fazendo assim com que a audiência não fique entediada com uma vinheta longa, e se mantenha atenta ao conteúdo.

Claro que isso não vale somente para a vinheta, mas para todo o conteúdo. Uma bom roteiro hoje é pensado segundo a segundo, para que o conteúdo seja cirurgicamente incluso para atingir o coração do futuro cliente.

  1. Produção

Se o conteúdo é bem pensado, o conteúdo visual também. O cenário, vestimenta, acessórios e tudo o que irá aparecer no vídeo deve ser listado e preparado para que não aconteçam surpresas durante a gravação.

  1. Equipamento

Não é a câmera “de ponta” que vai fazer o melhor vídeo. Se preocupe em escolher a câmera e equipamento que você precisa, de acordo com a filmagem que você vai fazer. Se é uma entrevista, uma DSLR vai bem (como as canon t6i e t5i por exemplo), se é um conteúdo externo de aventura, as implacáveis action cam (gopro, sony actioncam, xiaomi, etc… ) são o tiro certo.

  1. Gravação

Tempo é dinheiro, e dentro do estúdio é muito mais dinheiro ainda. Equipe, espaço, iluminação. É extremamente importante que você estude o roteiro e chegue pronto para gravar (chamamos isso de chegar “quente” no estúdio).

Agora, gravando em casa ou no escritório, tenha em mente que o barulho externo – como sirenes, chuva, carros pasando ou mesmo uma obra que começou naquele dia – podem atrapalhar muito o áudio do seu vídeo.

  1. Organização

Com tudo gravado e roteirizado, você precisa ser uma verdadeira Marie Kondo com a organização desse material. São vídeos, áudios, fotos, roteiros e inserts que precisam estar bem organizados em pastas para que você ganhe tempo de produção e finalização.

  1. Edição

Gosto de dizer que edição é como montar um lego. Você pega o vídeo bruto e com isso vai “quebrando” e montando os pedaços de vídeo de acordo com a sua história. É nesse parte que a gente vai seguir o roteiro e as ideias para ganhar tempo.

É nessa hora também que você vai se arrepender de não ter feito um roteiro direito ou de ter deixado algo errado com a ilusão de que “isso arrumamos na edição depois”.

  1. Pulverização

Com o vídeo pronto chegou a hora de criar conteúdo multiplataforma em volta desse conteúdo. Dividir, decupar e recriar novas postagens e publicações com base nesse vídeo pronto, é uma ótima pedida para pulverizar esse conteúdo em outras redes sociais.

  1. Otimização

O YouTube ainda é o rei quando se fala de buscas e indexações. É por isso que dedicamos um bom tempo em otimizar e preparar o vídeo para que ele apareça nas buscas da nossa audiência. Dessa maneira fechamos o ciclo do vídeo, utilizando todo o trabalho que fizemos lá na primeira etapa de pesquisa de buscas e palavras-chave.

Claro que cada um desses pilares ainda conta com mini-processos internos para melhorias do vídeo – desde enquadramento à indexação, e ainda contam com o pós, que é o analytics da ferramenta, para que você entenda se tudo o que você fez está dando o resultado certo ou não.

Se você ficou curiosa ou curioso sobre esse processo, tenho uma boa notícia para você.

Estou com vagas abertas para o meu curso PRESENCIAL de criação de vídeos em São Paulo, no próximo dia 23 de setembro (sábado) das 9h às 17h. Link para se inscrever:

http://www.playdeprata.com.br/curso-presencial/

Esse não é um curso teórico, mas sim um curso prático, onde vou mostrar para vocês como faço um vídeo, criando um vídeo do começo ao fim – durante o dia – chegando a otimizá-lo para o YouTube, usando exatamente as 9 etapas que te mostrei acima. Aproveite pois são poucas vagas disponíveis para esse treinamento, que não tem outra previsão de data esse ano.

Independente disso, espero que tenha gostado desse artigo e que a partir de agora pense 9 vezes antes de começar um vídeo apertando o rec da câmera.

Camilo Coutinho

Estrategista digital especialista em vídeos e youtube, fundador da Double Play Media e criador do canal Play de Prata. Foi escolhido pelo YouPix como uma das 30 pessoas mais influentes no digital.

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