Nova Escola de Marketing

12 elementos essenciais para criar um conteúdo poderoso

Conteúdo de qualidade é muito mais do que apenas um joguinho divertido de palavras-chave.

Criar um conteúdo de qualidade não é jogar com palavras para serem ranqueadas, mas é fazer escolhas, criar hábitos e se tornar especialista no que está falando.

Isso é sobre o que as pessoas e o Google procuram, e que os profissionais de marketing se esforçam para ter – pelo menos os que acompanham o mercado.

Isso separa os vencedores dos perdedores na internet. E é também o que vai fazer o seu site, consequentemente, ranquear bem nos mecanismos de buscas; são esses conteúdos que vão atrair e gerar, naturalmente, links e referências.

A essa altura, você deve estar se perguntando algumas coisas e vou esclarecer isso antes de continuar. Algumas delas podem ser…

1 – O que eu ganho em termos de negócios construindo um conteúdo de qualidade, o que ele gera para mim?

Ele ajuda a construir confiança e credibilidade com o seu público, aumentar sua presença online e ajudando você a converter mais clientes.

2 – Mas por você está escrevendo sobre isso e por qual motivo eu devo ler?

Muitos empreendedores não estão realmente cientes do que significa um conteúdo de qualidade e como isso pode representar mais lucro, e você pode estar incluído nisso (mesmo que ainda não saiba).

3 – Como você sabe disso?

Muitos dos meus clientes, e até alguns que não fecharam negócios comigo ainda, entram em contato no meu blog e perguntam gerar conteúdos poderosos que geram visitas, leads e vendas.

Com isso, resolvi criar este artigo, falando sobre o que seria conteúdo de qualidade e reunindo informações cruciais para você criar o seu a partir de hoje, tendo realmente consciência do que está fazendo.

Embora a definição de qualidade mude dependendo do nicho, indústria, tipo de negócio ou público-alvo, existem  elementos comuns que indicam que você está realmente oferecendo um conteúdo excelente.

A seguir, criei uma lista não só para você ter como parâmetro, mas para você entender e definir se o que você produz em seu marketing de conteúdo verdadeiramente tem uma alta relevância, ou se não está passando da normalidade que existe na internet.

Você também pode usar essa lista de indicadores para entender como o Google e seus leitores percebem e avaliam o seu conteúdo, ou estabelecer o nível de qualificação e confiabilidade do conteúdo de alguém. Preparado?

A lista dos elementos que não podem faltar em um conteúdo de qualidade

1 – Você está usando o tamanho certo no conteúdo?

Sei que é um pouco difícil determinar exatamente qual é o número de palavras ideal para um conteúdo, porque existem algumas ideias a considerar…

Por um lado, o Google mostra a preferência pelos artigos mais longos, conteúdos profundos, que cobrem todos os aspectos de um tópico.

Já pelo outro lado, os usuários móveis podem mostrar preferência pelos mais curtos, conteúdos mais sucintos, que possam ler em qualquer lugar.

E agora? Bem, uma coisa é certa: o celular vem ultrapassando o computador como preferência de usuários online. Para se ter ideia, 60% dos internautas usam seus telefones como principal, ou exclusivo, meio de navegar online, segundo a Inmob.com.

Para resolver isso, ao criar conteúdo, foque nos seus objetivos e nas intenções do seu público:

Se você quer que o conteúdo seja altamente “ranqueável” nos motores de busca e atraia links, aposte em artigos longos, com mais de 1.000 palavras, por exemplo.

Ou, se você quiser que seu conteúdo seja facilmente acessível aos usuários móveis, corte tudo que seja desnecessário no seu conteúdo. Desta maneira, os usuários móveis terão as informações que eles precisam, e rápido.

Algumas maneiras de fazer isso inclui usar uma menor contagem de palavras, focando em:

  • Palavras-chave de cauda longa que os usuários móveis estão mais propensos a procurar;
  • Usar adequadamente os títulos e intertítulos, conversando com os usuários;
  • Usar bullet points (esses pontos que estou usando agora enquanto você vê);
  • Criar listas e links para outros conteúdos responsivos, que abram em dispositivos móveis.

2 – Você está complementando seu conteúdo com imagens, vídeos, infográficos ou outras mídias?

conteúdo de qualidade

Provavelmente você fixou seu olhar no giff acima e gastou alguns segundos do seu tempo reparando a animação. Viu como um elemento gráfico faz toda diferença?

Claro que é possível ter um conteúdo de qualidade sem usar imagens ou outras formas de mídia, mas o conteúdo visual supera apenas o texto.

Em alguns termos de atratividade para os Inbound links (links de entrada), compartilhamento nas redes sociais, tempo de permanência na página e engajamento, o uso das mídias ajuda bastante.

Não sei se você sabe, mas 40% das pessoas vão responder melhor às informações visuais do que só a um texto (é o que prova este infográfico).

Provavelmente, os fatores do Google usem a multimídia ao marcar as páginas para o ranking de algoritmos. Mas mesmo que esse não seja o caso, o fato é que ele considera os links de entrada para uma página como um dos indicadores mais pesados nesse ranking.

Além disso, o conteúdo baseado em multimídia tem tido um compartilhamento 12x maior do que um conteúdo com apenas texto.

Para atingir um resultado acima da média e alcançar um conteúdo de qualidade, você pode se perguntar algumas coisas sobre o seu uso atual de mídia, como:

  • Minhas imagens ou vídeos apoiam a ideia ou os fatos que estão dentro do conteúdo?
  • Elas cumprem os padrões de qualidade de uma perspectiva técnica?
  • Eles estão esteticamente agradáveis?
  • Meus infográficos, ou outros conteúdos visuais, têm tamanha qualidade a ponto de outra pessoa se importar e compartilhar?

3 – Você está usando gramática e ortografia apropriadas? Seu conteúdo é coerente?

O Google tem dado uma alta ênfase na confiabilidade das páginas e sites. E a página com má ortografia, gramática ou erros de digitação, têm uma probabilidade muito menor de serem confiáveis.

Mas mesmo se o Google fosse irrelevante (o que, claro, não é), os seus visitantes são menos propensos a confiar e contar com informações que não são escritas profissionalmente.

Se você tem dúvidas não só em ortografia e gramática, como também nas diferenças de linguagem de um bom profissional de conteúdo, em aconselho que leia este artigo aqui da Nova Escola de Marketing.

Ao escrever e revisar, se pergunte coisas como:

  • O meu conteúdo está de fato correto?
  • O conteúdo está organizado em um sentido lógico?
  • Minha gramática e ortografia estão corretas?

4 – Você está usando a formatação adequada de página e texto?

Um conteúdo de qualidade é esteticamente atrativo, fácil de ler, e possível de “escanear” e se localizar. Essa é a maneira que a maioria dos seus visitantes irá ler:

Ele “escaneia” os intertítulos e para na parte que mais agrada, ou que estava procurando antes de abrir o conteúdo.

Se ele achar interessante, e ver que o conteúdo realmente tem informações relevantes, ele continua a leitura ou volta do começo. Do contrário, ele sai da página e não volta mais.

A sua intenção deve ser fazer com que o leitor se atraia, leia o conteúdo e permaneça lá.

O algoritmo do Google tem se tornado sofisticado o suficiente para detectar os layouts de página e conteúdo. E você pode ser penalizado nesta classificação por causa de um formato pobre ou ruim.

Repito, mesmo se o Google não penalizar você por isso, os seus leitores irão. O meu conselho é que você não “pague pra ver”.

Uma ótima formatação inclui o uso apropriado de:

  • Negritos e itálicos;
  • Frases, ou parágrafos, curtos e concisos;
  • Bullet points e listas numeradas;
  • Uso apropriado do espaço em branco;
  • Títulos e intertítulos para separar os longos pedaços do texto.

5 – Você está alcançando uma pontuação de legibilidade apropriada?

Conteúdo de qualidade é fácil de ler e entender, e combina preferências do público a qual se destina.

Usar uma ferramenta de legibilidade, seja uma extensão ou a própria da plataforma que utiliza, vai te ajudar a garantir que o seu conteúdo corresponda ao nível de leitura, expectativas e preferências do seu público.

Isso é particularmente mais importante ainda ao criar conteúdos destinados a pessoas que tenham a principal língua diferente da que o conteúdo está sendo escrito.

6 – O conteúdo foi escrito por alguém com um nível de experiência reconhecido?

De acordo com as diretrizes do Controle de Qualidade do Google, a experiência ou especialidade do autor é um fator crítico ao definir a qualidade e autoridade de um determinado conteúdo:

A páginas e websites de alta qualidade precisam de conhecimentos o suficiente para serem consideradas de autoridade e dignas de confiança em seus tópicos.

Para os tópicos acadêmicos: que credenciais ou graus seu autor tem?

Para conteúdos que podem ter um impacto no bem-estar de uma pessoa: quais são as opiniões que você tem da credibilidade do autor?

Essas são algumas ideias, mas você pode se questionar sobre a expertise do autor, de acordo com o tópico que o seu site aborda.

7 – O que mais esse autor tem escrito?

Apesar do termo “Rank do autor” não ser oficialmente usado pelo Google, este é um conceito bem conhecido entre a comunidade de marketing na internet.

E essa comunidade sustenta que quanto mais conteúdo um autor publica, mais será ranqueado nos resultados de pesquisa do Google.

O Google vem tentando diminuir o anonimato quando se trata de conteúdo online.

Isso porque a credibilidade e reputação de um autor aumentam e melhoram à medida que ele ou ela cria e publica mais conteúdo de qualidade em editores confiáveis e competentes.

Os autores podem alcançar isso por meio do guest post, e essa é uma das maneiras de gerar mais visitas no seu site ou blog.

À medida que você escolhe escritores ou autores convidados para o seu próprio site, procure saber o que mais ele ou ela tem escrito, e aonde que o conteúdo tem sido publicado.

Eles têm publicado em outros canais confiáveis e de alta qualidade ou sites líderes no mercado?

Veja como os outros conteúdos deles ranqueiam nos mecanismos de busca; se ele tende a ranquear bem, isso é uma boa indicação que o Google já os vê como uma fonte de informações confiável e de credibilidade.

8 – O conteúdo tem compartilhamento em redes sociais?

Embora o Google tenha afirmado que os sinais ou indicadores sociais do Facebook e Twitter não façam parte do seu ranking de algoritmos, existem evidências do contrário.

Vários estudos de correlação têm mostrado claramente os laços entre as maiores quantidades de compartilhamentos sociais e classificações mais altas nos mecanismos de busca.

O motivo do Google afirmar que eles não usam os sinais sociais na classificação de algoritmos é que o seu rastreador não pode acessar o Facebook e o Twitter.

Contudo, eles não tem abordado o fato que seu rastreador pode facilmente acessar as contagens de compartilhamento social presentes nos contadores dessas mídias.

Além disso, seu rastreador não é limitado ao rastreamento do seu próprio canal de mídia social, o Google +, que mostrou repetidamente maior correlação com os rankings.

Apesar dessa correlação não ser de causa e efeito, é lógico que quanto mais uma parte do conteúdo do seu site for compartilhada, mais links de entradas irão gerar.

E essa otimização com links de entradas são, absolutamente, um fator principal de classificação nos algoritmos do Google.

Outra indicação de conteúdo de qualidade é se os botões e contadores de compartilhamento nas redes sociais estão presentes. Não ter isso pode significar que o dono do site não tem experiência técnica ou não entende a importância das mídias sociais.

A falta de contadores sociais podem também indicar que o conteúdo não está sendo compartilhado; e isso pode ser um sinal de conteúdo de baixa ou má qualidade.

Por estas razões, a aposta inteligente é integrar seu conteúdo com os canais de mídias sociais, compartilhando o mesmo e encorajando seus leitores a compartilhá-lo também.

9 – Você tem bons links internos e externos?

Um dos indicadores mais importantes de credibilidade de um site, ou de parte do conteúdo, é o perfil dos links de entrada e saídas.

Se você linkar para sites que são conhecidos como ruins ou de spam, vai matar a credibilidade do artigo ou do site inteiro aos olhos do Google.

Tome cuidado também com os excessos de links internos. O Google frustra o uso excessivo de links internos; particularmente, a ligação interna não natural.

O que isso significa?

Não adianta colocar links internos “que nem um doido”, como se o mundo fosse acabar agora. Apenas coloque os links nas palavras que tenham relação com o conteúdo e que o complemente.

Provavelmente, o indicador mais importante de uma página é o número e a qualidade de links de entradas para essa mesma página.

Quem está linkando para ela? Se são sites respeitáveis, é uma boa indicação para o Google que você tem um conteúdo de qualidade, confiável e de credibilidade.

Se não existem links para a página, ou se os links são de sites pequenos, desconhecidos ou de spam, isso pode ser uma boa indicação de que o conteúdo é de baixa qualidade ou não confiável.

10 – Em que domínio o conteúdo é publicado?

Uma parte do conteúdo pode potencialmente atender a todos os critérios para ser um conteúdo de qualidade alta…

Mas se outras páginas do seu site são consideradas de má qualidade, isto pode negativamente impactar o ranqueamento desses outros conteúdos de qualidade.

Ao definir a qualidade de uma parte do conteúdo, veja também o resto que está envolvido, como: as páginas as quais ele está linkado (como falei anteriormente), bem como a página inicial, domínio raiz, e outros artigos no site.

11 – Os comentários estão habilitados e qual é a qualidade dos comentários?

Pode parecer que não, mas os comentários também mostram se você tem um conteúdo de qualidade. E é por isso que você precisa considerar alguns pontos, como:

  1. Os sites, ou parte dos conteúdos, que tenham os comentários habilitados, e que tenham uma alta quantidade de comentários sérios, podem ser considerados de alta qualidade se comparado com os que não têm.
  2. Os sites que têm o comentário habilitado, mas que permitem spam ou comentários preenchidos por links a serem desbloqueados e checados, provavelmente serão vistos como negligentes ou despreocupados com a qualidade (reduzindo a credibilidade geral do site).
  3. Se você tem um número saudável de comentários no seu site, não tenha medo de chamar atenção para o fato, aumentando o tamanho do seu contador de comentários, ou movendo o contador para o topo da postagem do blog.

Quando pessoas veem que outras gostaram do seu conteúdo o suficiente para comentar nele, elas terão mais probabilidade de fazer o mesmo.

12 – Por último, mas não menos importante: seu conteúdo fornece valor?

Embora seja difícil para os mecanismos de busca determinar se o conteúdo fornece valor, esse é, por fim, a única coisa que importa para os seus leitores.

Valor pode ser derivado de várias maneiras diferentes, mas as mais comuns incluem se perguntar:

  • Este conteúdo resolve o problema?
  • Ele responde às perguntas dos leitores?
  • Ele fornece entretenimento?
  • Ele faz as pessoas rirem?
  • Ele fornece visão única e experiente?

Okay, mas por que você deve se preocupar com isso?

Os mecanismos de busca só querem ranquear conteúdos que fornecem valor para os leitores.

Mas como os mecanismos de busca não tem a habilidade de compreender conteúdo da mesma maneira que os humanos, eles contam com o resto dos sinais para definir se o conteúdo fornece valor, e assim, se é verdadeiramente um conteúdo de qualidade.

Conteúdo que fornece valor tende a ter todos esses elementos em comum.

Uma reflexão para você produzir conteúdo de qualidade ainda hoje

Se você está publicando conteúdos por causa dos motores de busca, sem fornecer um valor real aos leitores, está na hora de repensar a sua estratégia de conteúdo.

Assim que você revisar o conteúdo que você tem publicado até o momento, e o que você planeja publicar, consulte os elementos acima para definir se seu conteúdo pode verdadeiramente ser considerado um conteúdo de qualidade.

Isso é tudo, por hoje!

P.S.: Se você quer mais informações sobre os conteúdos de qualidade e como conseguir estabelecer esse hábito, pode consultar os 17 capítulos do livro A Arte De Escrever Para A Web E Produzir Conteúdos Poderosos, publicado pela DVS Editora

Paulo Maccedo

Analista de Marketing pela Universidade Metodista de São Paulo. Blogueiro, autor e criador de conteúdo. Numa relação séria com a comunicação desde 2010, inimigo declarado do spam e evangelizador fervoroso do marketing de permissão.

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