Categorias

Neurostorytelling: use o cérebro a seu favor ao contar uma história

Rafael Rez

É fundador da agência de GEO & SEO Web Estratégica.

Autor do livro best-seller internacional "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI", publicado no Brasil pela DVS Editora e em Portugal pela Editora Marcador. Lançou em 2026 o novo livro "GEO: Decisões influenciadas pela IA".

Co-fundou a Nova Escola de Marketing, referência na formação de profissionais da área. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Reconhecido como um dos maiores especialistas em GEO (Generative Engine Optimization) e Marketing de Conteúdo no Brasil e em Portugal, atua como consultor, palestrante e formador de opinião na área.

Escolhido pela Deck & Nexus como um dos 30 profissionais mais influentes na comunicação e marketing no Brasil.

Que um bom storytelling é capaz de nos despertar sensações você já sabe. Mas e do neurostorytelling, você já ouviu falar? Ele é o responsável por categorizar cada uma dessas sensações. Aprenda quais são elas e use-as a seu favor na hora de contar uma história!

Sobre histórias e identificação

Em uma das palestras mais impactantes do RD Summit 2018, Rafael Rez abordou o conceito de neurostorytelling. Não sem antes falar de storytelling como uma tradição que começou há pelo menos 30 mil anos, com os registros rupestres.

Com o passar dos anos, o termo storytelling foi se desenvolvendo até chegar hoje como uma técnica que mistura arte e ciência, mas principalmente, contexto. Aliás, mais importante que os elementos que vão nortear uma narrativa, é o contexto: sem ele, mesmo uma boa história pode estar fadada ao fracasso.

Para ilustrar essa fala, Rafael contou sobre a Nestlé e seus cafés, tão famosos no Brasil, que tentou usar a mesma lógica para expandir seus negócios em território japonês e… falhou. Tudo porque o país oriental não possui a mesma ligação emocional que nós, brasileiros, mantemos com o café. Quando o palestrante questionou quantos de nós acordávamos já sentindo o cheirinho do café, mais de metade da plateia se manifestou. Ou seja: é cultural, faz parte do que gostamos, dos nossos hábitos. O primeiro insight, portanto, é: contextualize e crie uma história que gere identificação, que gere familiaridade. Não é porque a história deu certo de um lado que dará certo do outro.

“O cérebro aprende com narrativas, histórias são a zona de conforto do cérebro” (Rafael Rez, RD Summit 2018)

Guiando-se pelas emoções para contar uma história

Embora no storytelling a estrutura mais famosa seja a jornada do herói, ressignificada por Christopher Vogler e por nós, da Narrative, com o Mapa da Narrativa, no neurostorytelling, Rafael sugere que a gente se guie e se lembre das emoções que uma boa história é capaz de criar no nosso cérebro.

De acordo com o palestrante, alguns hormônios que regulam nossas atividades cerebrais no dia a dia são rapidamente acionados com uma história bem contada. Assim, buscamos dialogar sobre esses hormônios a partir dos 5 princípios de uma boa narrativa:

Empatia: quando conseguimos que nosso protagonista desperte empatia por parte do público é quando despertamos oxitocina, um hormônio calmante, que relaxa o corpo e diminui os batimentos cardíacos.

Conflito: é o cortisol entrando em ação! É quando o protagonista se depara com algum desafio, trazendo inquietação e suspense à trama, e ansiedade e tensão ao nosso cérebro facilmente influenciável.

Virada: quando antecipamos o que vai acontecer e encontramos na virada uma parte da nossa expectativa é quando permitimos que a dopamina tome conta do nosso funcionamento cerebral.

Clímax: adrenalina nível máximo! Pode haver uma certa instabilidade no ar, algumas dúvidas se o protagonista conseguirá ou não ultrapassar aquela barreira, e uma torcida, em conjunto com a dopamina, pelo melhor.

Mensagem essencial: uma injeção de endorfina, o hormônio do bem-estar, é liberada quando captamos a mensagem essencial e entendemos os porquês, quando conseguimos ligar todos os fios e compreender o que era preciso. Toda jornada tem um propósito, e quando ele é revelado, nosso cérebro, antes ansioso no caminho, torna-se novamente calmo e relaxado.

Para Rafael, ter em mente essa sequência de hormônios e sensações é importante para se criar uma projeção mental, com efeitos neurológicos claros, para despertar no cliente toda essa trajetória até o sucesso/vitória, ou, no caso, até o seu produto/serviço ou o que quer que você esteja vendendo.

O protagonista é o cliente

Uma das maiores lições que tiramos da palestra de Rafael Rez é essa: marketing só faz sentido se você vender. Neurostorytelling é a prova de que não existe decisão lógica sem fator emocional. É por isso que histórias fazem tanto sentido, é por isso que histórias são capazes de criar conexões e gerar mais vendas.

A outra lição, não menos importante, é a de que tanto o storytelling quanto o neurostorytelling existem para que a gente coloque o cliente no centro da história. Os filmes mentais que criamos na cabeça do cliente com nossas histórias têm um único objetivo: fazê-lo se sentir dentro daquela narrativa, caminhar com a gente pelas dificuldades, vencer os desafios, etapa por etapa. Uma vez que você consiga que o seu cliente se imagine como o protagonista da história que está sendo contada, bingo: está feita a conexão, o que significa que a sua chance de vender aumenta.

Rafael diz que não é à toa que a preferência pelas marcas está caindo: elas não sabem mais como contar histórias reais. Elas querem falar de si, da sua própria empresa, elas querem ser o centro. E, numa era em que o poder de decisão e de compra está inteiramente nas mãos do cliente, quem melhor do que ele para estrelar o seu filme mental?

Agora conta aqui pra nós: você já utilizava esses gatilhos do neurostoryelling? Talvez você possa se interessar pelos 5 princípios de uma boa narrativa para se lembrar de todos os pontos, sensações e atividades cerebrais descritas ao longo do artigo 😉

========

Texto da Paty Cozer reproduzido do blog da Narrative.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🤘MARKETING RAÍZ!

Receba o resumo da semana de Marketing Digital toda sexta-feira no seu e-mail!

  • Ao preencher o formulário, concordo * em receber comunicações de acordo com meus interesses. Ao informar meus dados, eu também concordo com a Política de privacidade. Você pode parar a qualquer momento.