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Comunicação Empresarial

Rafael Rez

É fundador da agência de GEO & SEO Web Estratégica.

Autor do livro best-seller internacional "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI", publicado no Brasil pela DVS Editora e em Portugal pela Editora Marcador. Lançou em 2026 o novo livro "GEO: Decisões influenciadas pela IA".

Co-fundou a Nova Escola de Marketing, referência na formação de profissionais da área. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Reconhecido como um dos maiores especialistas em GEO (Generative Engine Optimization) e Marketing de Conteúdo no Brasil e em Portugal, atua como consultor, palestrante e formador de opinião na área.

Escolhido pela Deck & Nexus como um dos 30 profissionais mais influentes na comunicação e marketing no Brasil.

A comunicação empresarial é essencial para uma maior eficácia das funções e da integração entre os diversos departamentos de uma corporação. Trata-se também de uma ferramenta estratégica, segundo a especialista Margarida Kunsch.

Para compreender o conceito deste termo é necessário conhecer onde aconteceram as primeiras ações deste tipo de comunicação, as quais foram datadas no ano de 1960, quando Ivy Lee tomou a decisão de deixar a sua carreira de jornalista e fundar o primeiro escritório de relações públicas. Este fato se tornou um marco na história.

O principal objetivo de Lee com a inauguração da empresa era de recuperar e garantir a credibilidade ao empresário John D. Rockfeller. O trabalho de Ivy Lee foi desenvolvido com tamanha maestria que transformou totalmente a imagem pública de Rockfeller, que passou de um “patrão sanguinário” a um “benfeitor da humanidade”.

Após a inserção do profissional de relações públicas no mercado, a comunicação empresarial, também chamada de corporativa, foi difundida e amplamente utilizada. Registros indicam que a empresa americana General Electric é considerada a pioneira na implantação da comunicação empresarial, ainda na década de 60. Entre as suas principais funções, está a de tornar democrática a informação que passa em todas as esferas da empresa, ou seja, a comunicação deve ser uniforme e, ao mesmo tempo, adequada a cada tipo de público, desde os setores industriais, até a mais alta cúpula gerencial.

Relações Públicas

Para o estudioso no assunto Francisco Viana, a comunicação corporativa é a peça-chave para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer organização, esteja ela inserida nos mais diversos segmentos e funcionando como um elo entre a comunidade e o mercado. Neste sentido, ao realizarmos uma breve análise histórica e atual é impossível tratar de comunicação empresarial sem citar as relações públicas. Portanto, sob a ótica da comunicação integrada, a professora-doutora da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade São Paulo), Margarida Kunsch, afirma que este tipo de ferramenta deve seguir o padrão básico de ser uma via de mão dupla. Para tanto, é necessário não somente informar e comunicar, mas sim, medir o retorno obtido e avaliar a eficácia para que seja possível mensurar o que ajustar e qual objetivo perseguir.

Para tanto, a professora Margarida recorre aos indispensáveis quatro modelos de relações públicas, sistematizados por Hunt e Gruing, os quais determinam uma visão atual do conceito, bem como a prática deste tipo de comunicação.

O primeiro modelo se refere a agência/assessoria de imprensa ou publicidade, o qual visa publicar notícias a respeito da empresa com o objetivo de chamar a atenção do seu público. A principal característica é a de ser uma comunicação de mão única.

O segundo se caracteriza como modelo meramente jornalístico, o qual dissemina a informação para os meios e as mídias adequadas.

Na sequência, o terceiro modelo é tratado como “assimétrico de duas mãos”, o qual utiliza métodos e instrumentos para criar mensagens persuasivas que podem ser manipuladas.

Por fim, o quarto modelo é conhecido por ser o “simétrico de duas mãos”, pois representa os aspectos mais relevantes e modernos das relações públicas, o qual busca administrar os conflitos entre o público e os interesses da organização.

Contudo, a comunicação empresarial deve sempre perseguir a melhoria e o entendimento com os seus públicos estratégicos. Os responsáveis por mensurar essa ferramenta devem saber administrar o engajamento entre a fonte de informação (organização) com seus receptores (público). É um longo caminho a ser percorrido até alcançar o modelo ideal de comunicação, a qual deve ser realizada permanentemente e cujas mensurações e resultados são primordiais para traçar estratégias, além de avaliar o desempenho e o alcance de suas ações.

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