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Tendências de Marketing 2014 no Brasil

Rafael Rez

É fundador da agência de GEO & SEO Web Estratégica.

Autor do livro best-seller internacional "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI", publicado no Brasil pela DVS Editora e em Portugal pela Editora Marcador. Lançou em 2026 o novo livro "GEO: Decisões influenciadas pela IA".

Co-fundou a Nova Escola de Marketing, referência na formação de profissionais da área. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Reconhecido como um dos maiores especialistas em GEO (Generative Engine Optimization) e Marketing de Conteúdo no Brasil e em Portugal, atua como consultor, palestrante e formador de opinião na área.

Escolhido pela Deck & Nexus como um dos 30 profissionais mais influentes na comunicação e marketing no Brasil.

O que vai afetar o comportamento do consumidor em 2014? E principalmente, quanto o comportamento do consumidor acostumado às novas tecnologias e facilidades vai ser capaz de afetar o modo como as empresas produzem marketing? Afinal, o poder de comunicação mudou de lado: está completamente com os consumidores.

E as tendências que se consolidaram em 2013 e que prometem movimentar o mercado e o marketing em busca de inovações e mais participação no “Share of Time” do consumidor são um reflexo desse poder.

Confira algumas tendências de marketing que já deram as caras timidamente e, em 2014, devem ser o centro das estratégias de marketing. Talvez essa lista funcione menos como tendência e mais como regra para não ficar para trás.

– Mobile Marketing

Não é mais novidade, mas mesmo assim a maioria das empresas não implantou em seu site o design responsivo, quanto mais ações que aproveitam o dinamismo e o potencial do mercado mobile.

O Brasil é o quarto país do mundo em smartphones, cerca de 30% de todos os celulares vendidos em 2013 é um deles. Nos Estados Unidos, o comércio mobile já representa 50% das vendas. Imagine esse potencial para o Brasil.

Em 2014, o canal mobile deverá ser estratégico na comunicação com os clientes de todas as formas. Redes sociais, e-mails, compras, vídeos, tudo no celular, na rua, na fila do banco, na cama, em qualquer lugar.

E as pessoas são viciadas em seus smartphones. As empresas precisam encontrar formas de se relacionar com os consumidores nessa plataforma. Uma pessoa checa seu smartphone a cada três minutos. Nesse contexto, não valem só as ofertas e a publicidade, mas ações de marketing de conteúdo que não interrompem a experiência do usuário com o seu celular e acrescentam valor.

– Conteúdo

Publicação de conteúdos ganhou muita importância nos últimos tempos e só vem subindo. Em parte, devido às mudanças do Google, que passou a privilegiar ainda mais a experiência do usuário na rede, procurando trazer resultados de qualidade à pesquisa. Isso significa que foram punidos sites que faziam troca de links sem oferecer bom conteúdo ao usuário, assim como os conteúdos duplicados e textos com muitas palavras-chave, mas sem nada a oferecer. Ou seja, sai na frente na busca orgânica do Google o site que tiver bom conteúdo a oferecer, responder à pergunta que o usuário digitou quando chegou a esse resultado.

Essa mudança significa que todos os sites que quiserem destaque precisam investir em conteúdo. Foram mudanças no algoritmo do Google (Hummingbird) e no fornecimento dos relatórios das ferramentas do buscador que legitimaram o que já era uma realidade para o usuário: a busca de resultados relevantes. Mudou a maneira de fazer SEO, mudou a maneira de conceber sites, mudou a maneira de tratar o consumidor.

Mas não foi somente por causa do Google. Os usuários motivaram a mudança porque estão ávidos por conteúdo de seu interesse e cansados de ser interrompidos por propagandas cansativas, repetidas e que não acrescentam nada às suas vidas. Consumidores estão se tornando experts em ignorar a publicidade tradicional: mudam de canal, saem da sala, trocam de estação, não olham para o banner, pulam a propaganda antes do vídeo, clicam em outro site. Por isso, as formas de comunicação que priorizam conteúdo de qualidade cresceram muito e são regra a partir de agora.

A tendência de 2014 é ampliar essa estratégia, não somente com mídias sociais, mas superando essa plataforma, oferecendo mais palestras, estudos de caso, webinars, eventos, etc.

A tendência é que a indústria lidere o caminho da produção de conteúdo e não mais os veículos tradicionais de mídia.

– Personalização do Conteúdo e Experiência do Usuário

Conteúdo sozinho, como já dito, não é mais tendência, é regra. A tendência agora é um conteúdo cada vez mais personalizado, ou seja, direcionado para o consumidor especificamente. Isso significa utilizar informações como histórico de compras e acessos dos usuários, utilizando o máximo potencial do Big Data (que vai aumentar e ter o seu gerenciamento melhorado) para captar o comportamento do consumidor e oferecer uma experiência mais personalizada.

Isso significa que a produção de microconteúdos mais pessoais tende a crescer. Tentar falar com todos não dá mais certo. Mais uma vez, o marketing de conteúdo é a estratégia principal.

– Publicidade social

Se até agora foi possível para muitas marcas conquistarem uma base de fãs somente com alcance orgânico e esforço de conteúdo, a partir de 2014 ficará mais difícil. Esse ano promete ser o ano em que investimentos em dinheiro irão aumentar, tanto com campanhas, como em postagens patrocinadas nas mídias sociais.

O Facebook, que é a rede social mais utilizada, já reduziu o alcance das páginas.

patrocínio de histórias e posts é o que mais vai crescer, devido a dois motivos: mudanças das próprias redes sociais e tendência dos consumidores a preferirem histórias a propagandas (e por isso dá mais resultado).  Nesse contexto, posts patrocinados com histórias e novas formas de publicidade (como anúncios nativos que não se parecem com anúncios) na rede vão crescer em detrimento de banners.

 – Fim da polarização ON + OFF

Profissionais e empresas vão parar de encarar online e off-line como coisas opostas. O ideal é casar as plataformas para um melhor resultado. No melhor cenário, a transmídia, que é um conceito que algumas marcas já aprenderam em 2013, mas poucas utilizaram de verdade no Brasil.

A utilização de duas telas (televisão + notebook/notebook + celular, etc.) já é uma realidade para os brasileiros. Não existe mais rivalidade, existe convergir as duas estratégias para potencializar resultados. A equipe de mídias sociais precisa estar integrada com a assessoria de imprensa, com o SAC e com o departamento de publicidade se quiser utilizar os canais da melhor forma possível. Cada vez mais o consumidor não se importa de onde e de quem vem a informação, mas foca na experiência.

– Marketing Esportivo

Ano de Copa do Mundo no Brasil e as empresas vão intensificar as suas campanhas relacionadas ao contexto do esporte. No entanto, é raro ver campanhas criativas de verdade e que não sejam do tipo interrompendo a experiência do consumidor.

São marcas tentando desesperadamente se relacionar, porém com pouca criatividade. Vai sair na frente a marca que oferecer para o seu consumidor mais do que vídeos engraçadinhos e estímulo à rivalidade, mas informação e entretenimento tão bons que ele busque por conta própria.

Qual vai ser a inovação implantada por sua marca esse ano?

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