Veremos novos padrões de consumo?

Essencial de Marketing Digital

Há alguém que duvide da mudança no comportamento das pessoas no momento pós pandemia? Eu não duvido em nada, até porque estamos vivenciando isso hoje. O consumo será mais consciente, pois estamos hoje vivendo isso.

A internet não é uma “mão na roda” no momento de consumo? Se até comida você pode lá, porque não pode comprar uma camiseta? Um tênis? Um relógio? Uma caneta? Os padrões de consumo não vão, eles já mudaram!!! Precisamos nos ater a isso, pois a construção das marcas no momento pós pandemia, precisa mudar. E fica a dica: será muito mais digital!

Choque da adaptação

Segundo Gabriel Milanez, vice-presidente de Estratégia da BOX 1824 “ainda é cedo para entender o tamanho das transformações que a pandemia provocará nas decisões relacionadas ao consumo, mas a mescla entre hábitos reais e virtuais deve se intensificar, marcando um divisor de águas antes e depois da pandemia”. Existem empresas que ainda acreditam que o digital é ter um site, um perfil nas Redes Sociais, bombar o consumidor de posts promocionais e invariavelmente contratar um influenciador. Pensamento de 2005, né? Estamos em 2020, lembra?

O conteúdo é o que move a internet, de fato, mas como trabalhar esse conteúdo de forma a encantar o cliente? Esse será o primeiro choque, a internet não é mais mídia, aliás nunca foi, ela é uma plataforma de relacionamento entre pessoas e marcas, onde o conteúdo é o elo de tudo! Não é a mídia pela mídia, essa se torna fundamental para contar uma boa história, ela deverá passar de papel principal, hoje, para um papel secundário desse novo mundo. Ao menos esse é o meu sonho, é o que eu tenho entendido dos diversos estudos que leio constantemente.

Era do consumo realista

Como iniciei o artigo, o consumo vai mudar, pois estaremos muito mais atentos ao que estamos consumindo. Esse período em casa, nos fez não apenas refletir, como apuramos nosso senso de pesquisadores. O Google está ai para nos ajudar em tudo, ele ficou ainda mais importante para entendermos o que estamos consumido, e por um motivo simples: tempo! Rafael Rez nos ensina que o tempo é a nova moeda dos novos tempos e a pandemia nos deu um tempo que não tínhamos e por isso estamos estudando mais o consumo. O impulso deu lugar à analise da compra, o desespero pela compra, deu espaço para a análise se aquilo se faz necessário.

Ulissses Zamboni, que foi meu professor na ESPM e chefe na Santa Clara, é uma das maiores referências em planejamento do Brasil. Quando se fala a palavra “planejamento”, se entende comportamento de pessoas. Segundo Zamboni a psicanalise entende o confinamento: você fala menos e ouve mais, ou seja, quando se ouve mais o ser humano desenvolve a capacidade de se ouvir mais também, logo esse comportamento gera ainda mais dúvidas na cabeça das pessoas”. Desse modo, a era do diálogo, que no ano de 2019 começou a ganhar força no universo digital, tendo o conteúdo como seu pilar fundamental, no momento pós pandemia ele tomará doses cavalares de Whey Protein!

Pessoas mais exigentes

Segundo um estudo do Portal Mercado&Consumo, as marcas devem se preparar para “olhar para o consumo de forma diferente, com consumidores mais exigentes e conectados. Mais digitais, conscientes e solidários que vão investir de acordo com critérios de transparência e propósito de verdade”.

Percebe como a palavra digital entra no contexto de todo esse artigo que está sendo escrito baseado em 2 pilares: Pesquisas recentes sobre comportamentos e a minha visão de planejamento de comunicação e marcas. Sem dúvida, os projetos das empresas que eu faço o planejamento deverão seguir alguns dos pontos desses estudos, que passo aqui, alguns pontos com a minha opinião e aprofundamento, para que você tire as suas próprias conclusões.

Em um evento sobre comportamento e consumo, Ulisses Zamboni fez uma análise interessante, que trago aqui para a reflexão que esse artigo propõe “O medo e a insegurança foi o que assolou metade do globo nos últimos 60 dias. Nosso padrão de comportamento está se modificando dentro dessa revolução subjetiva e o nosso modelo mental está sofrendo essa alteração também. É uma mudança profunda e que pode ser considerada a um trauma, uma vez que ela gera angustia e ansiedade”. Resumo: se nós não entendermos que o comportamento vai mudar, e muito, estaremos traçando os caminhos para as marcas que fazíamos antes, que já estava atrasado! Entender o novo cenário como muito mais digital, fará toda a diferença!

Mas e agora?

Ferrou de vez! Tudo o que fizemos e aprendemos é para ser jogado fora? A boa notícia é que não, mas a notícia mais realista é que você precisa trabalhar muito mais a partir de agora. O conceito de Transformação Digital precisa ser muito bem estudado. Não é para deixar para depois, o depois pode ser tarde demais. Quando o Netflix nasceu, a Blockbuster era gigante no mundo todo, o modelo da Netflix era fácil, para a Blockbuster, de ser copiado. Ela poderia ter matado o Netflix, mas deixou para depois….

E o que fazer?

Vou dar uma pequena lista de 3 pontos que você precisa, urgente, iniciar. E quando digo urgente, digo que hoje, você já está atrasado!

  1. Internet não é mídia
  2. Transformação digital é para qualquer tamanho de empresa
  3. Entender o ser humano como um todo é o diferencial do negócio, mas não esqueça que esse ser humano está cada dia mais digital!

Bom trabalho!

Felipe Morais

Felipe Morais

Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Somos Educação) e Transformação Digital. Como a inovação digital põe ajudar seus negócios nos próximos anos (Ed. Somos Educação). Professor da ESPM, Universidade Metodista SP, Senac, Faculdade Belas Artes e USP. Sócio-Diretor da FM CONSULTORIA, membro do comitê de marketing da Planet Girls e Adriana Restum Store.

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